Quando um atleta melhora a sua performance nos aspectos resistência, força e capacidade de recuperação, consequentemente o seu corpo muda e torna-se mais preparado para novos desafios. Porém, nem sempre as mudanças mencionadas acima são esteticamente falando. Sendo assim, é indispensável policiar o treino e acompanhar os resultados através de métricas e estratégias para monitorar o desempenho dos alunos. Vale salientar que tanto os instrutores quanto os próprios atletas devem verificar e avaliar a eficácia do programa de treinamento. Esse trabalho conjunto é determinante para levar o aluno a um nível mais elevado em seu treino e conquistar resultados cada vez melhores. Quer aprender a policiar o seu treino? Então confira algumas medidas importantes para não perder o ritmo e nem sair da linha na hora de malhar.   A importância do registro A ficha pessoal e o registro eletrônico do aluno são ferramentas imprescindíveis para policiar o treino e monitorar a performance. Esse registro, apesar de por vezes ser negligenciado, é fundamental pois se configura como uma ferramenta multifuncional. Veja:

  • Serve para saber se o aluno evoluiu ou regrediu;
  • Ajuda a visualizar a evolução de forma pontual;
  • Auxilia na identificação de possíveis razões de insucesso do programa de treinamento,
  • Contribui para a manutenção da motivação;
  • Serve para estabelecer objetivos baseados em dados mensuráveis.

De olho na frequência e duração do treino A frequência de treino é imprescindível para que os estímulos produzam resultados. É necessário, nesse sentido, que aluno e professor definam juntos quais e quantos dias serão dedicados ao treinamento. Além disso, é preciso analisar o poder adaptativo e o progresso do atleta, para saber se a rotina deve ser mantida ou alterada, aumentando ou diminuindo o número de vezes que ele treina na semana. Quanto à duração do treino, o ideal não é aumentar o tempo de permanência na academia, mas otimizar o tempo do treinamento. Isso significa que quando a duração do treino é a mesma e os pesos e repetições aumentam, há um claro sinal de desenvolvimento, pois o aluno consegue realizar um trabalho melhor em um período mais curto.   Escala de Esforço e frequência cardíaca O treino pode ser controlado de diferentes formas e o monitoramento da frequência cardíaca (FC) é uma das maneiras mais práticas de policiar exercícios cíclicos como corrida e ciclismo. Segundo Ronaldo Vilela Barros, avaliador físico da Cia Athletica, “a aferição da frequência cardíaca pode sofrer alterações em decorrência do estresse, da duração da atividade, do nível de hidratação do atleta e até da mudança da temperatura. Contudo, apesar da vulnerabilidade da FC no controle da  intensidade do treino, essa  continua sendo uma das métricas mais simples e acessíveis para monitorar o treino”. Cumpre ressaltar que a frequência cardíaca, junto com a escala de esforço, é uma forma eficaz de  controlar a intensidade do treino e descobrir se o atleta está treinando da maneira mais adequada para atingir seus objetivos. De acordo com Ronaldo Vilela, na Percepção Subjetiva do Esforço (PSE) os praticantes de exercícios físicos classificam seu nível de cansaço. A avaliação não é precisa pois a real situação de desgaste pode ser mascarada por fatores psicológicos. Entretanto, quando a PSE é combinada à FC, pode se chegar a um quadro bem próximo do real.   A tecnologia como aliada A tecnologia pode se transformar em uma grande aliada na hora de policiar o treino. As ferramentas tecnológicas não substituem o acompanhamento profissional, mas ajudam (e muito) a dar um gás no programa de treinamento, contribuindo para que o atleta permaneça focado e auxiliando de forma prática no monitoramento da performance. Já existem disponíveis no mercado apps que calculam o IMC do atleta, controlam os batimentos cardíacos, ajudam no estabelecimento de metas, lançam desafios de superação, disponibilizam o calendário de treinos e músicas estimulantes, dentre outros recursos.   O poder da avaliação física A avaliação física é indispensável para detectar os pontos fortes e fracos do atleta, o seu nível de condicionamento e conhecer os limites do corpo. Ela ajuda a definir o perfil do aluno e auxilia no estabelecimento de metas, norteando assim todas as ações do programa de treinamento. Quanto mais completa for a avaliação física e clínica, melhor! A reavaliação não é menos importante. Ela cumpre com maestria a função de mensurar os resultados, controlar o treino e identificar se o  corpo está respondendo bem aos estímulos. A fita métrica, a balança, o adipômetro e a boa e velha conversa com o atleta continuam sendo ferramentas excelentes para policiar o treino. Viu quantas formas de policiar o treino? Não deixe o seu programa fitness correr solto! Comece a monitorar o treinamento de perto e perceba os resultados na sua performance e no seu corpo!

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